Arduino na Protoboard

Para tornar acessível, modular e o mais barato possível, gostaria de divulgar um método de montar um circuito bem simples compatível com o firmware do Arduino numa placa de protótipo (protoboard) .

toscolino_zoom600

Não é nosso foco aqui fazer ou vender placas de circuito impresso do Arduino, mas sim aprofundar possibilidades de protocolos e interfaceamento com outros hardwares e softwares aproveitando a base de informação disponível na comunidade.

Desta maneira temos a vantagem de trabalhar diretamente com o microprocessador e fica muito mais tátil conhecer todas as conexões mínimas necessárias.

Os componentes utilizados neste esquema são:

  • 1 Protoboard
  • 1 Microprocessador Atmega8 ou atmega168 (tipo dip)
  • 2 capacitores de 22 picofaradays
  • 1 cristal de 16 mhz
  • 1 resistor de 1kohm (pra ser usado no pino 1 conectando a voltagem)
  • 1 capacitor de 1microfaraday (filtro de segurança)
  • 1 capacitor de 10microfaraday (filtro de segurança)
  • 1 botão de reset (p/ reiniciar o programa ou carregar um novo)
  • 1 led para mostrar se está ligada a voltagem de 5v
  • 1 resistor entre 220 e 1k ohm (qualquer um serve) para este led
  • 1 led para testes – neste caso ligado no pino 19 do atmel (ver tabela de pinagens para entender melhor)

Este esquema acima funciona numa voltagem de 5 volts, se você já tiver um arduino comum e quiser testar colocando um chip ja programado com algo simples e independente de comunicação serial como por exemplo um pulso em uma porta digital, vai perceber que este esquema já está funcionando.

Porém, é preciso pensar em algumas extensões para que este torne-se totalmente independente de você ja ter alguma outra placa arduino em mãos.

Primeiro é preciso saber fazer um pequeno regulador de voltagem, para o caso de você querer trabalhar com baterias ou fontes de 9 a 12 volts, na necessidade de trabalhar com motores, solenoides ou outro projeto que peça maior carga.

Dado que você tem um sistema destes montados, uma segunda fase seria pensar em como programar um microprocessador virgem (atmega8 ou atmega168) para isso você precisará fazer um cabo gravador de porta paralela e entender como usá-lo neste mesmo esquema de protoboard.

Com o microprocessador já programado, você pode utiliza-lo normalmente como um arduino serial, gravando sua memória flash com os códigos facilmente encontrados pela rede. Para isso você precisa apenas fazer um esquema com um chip ou transistor bem genérico e barato para fazer a comunicação leitura e escrita de protocolo serial. Descrevemos como fazer isso com o chip cmos4069 (não custa mais que centavos).

Com isso você tem um arduino completo e funcional e agora é só estar atento para a correspondência de sua pinagem, pois a placa de circuito impresso tem uma numeração diferente do microprocessador e isso pode confundir. Mas basta conferir este mapa, detalhado aqui.

Qualquer dúvida entre em contato com nossa lista de discussão.